Bacia de Campos

A Bacia de Campos

A Bacia de Campos


A aventura da produção de petróleo na mais rica bacia petrolífera do País já nasceu sob a marca da inventividade e do arrojo. Diante das pressões externas do dólar e do preço do barril, não havia tempo para fincar colunas a 123 metros de lâmina d’água. Plataformas flutuantes, que até então só serviam para perfurar poços, foram adaptadas para extrair petróleo. Era preciso produzir rápido, era preciso mostrar para os brasileiros e para o mundo que o futuro estava embaixo d’água.

Sete anos depois, em 1984, sete plataformas tinham suas bases solidamente plantadas no fundo da bacia. Mas não houve tempo para comemorar. Um novo desafio batia à porta do alojamento de cada empregado da Petrobras. Era necessário quebrar recordes mundiais, sucessivamente. Era preciso produzir, em 1984, a 383 metros; em 1992, a 781 metros e, em 2000, a 1.877 metros, recorde até hoje.

Até 2007, a incrível soma de US$ 17,6 bilhões será investida na Bacia de Campos. O objetivo não é apenas continuar o mergulho vertiginoso até os 3.000 metros. Essa façanha será alcançada, mas com a calma e a segurança da empresa detentora de dois prêmios da Offshore Technology Conference -o Oscar da indústria petrolífera. O maior desafio, hoje, não é mais domar os caprichos da natureza, que teima em esconder o óleo brasileiro em profundidades onde o homem jamais foi. O desafio hoje tem as cores das bandeiras das multinacionais já fincadas na Bacia de Campos. A empresa precisa produzir com mais agilidade e mais rentabilidade que elas.

Mas a Petrobras tem ao seu lado a inventividade do brasileiro, o saber acumulado em 26 anos de exploração em águas profundas e tem também a maior estrutura logística já montada por uma única empresa, num mesmo campo petrolífero. São 4.200 quilômetros de dutos sub-marinos, ligados a 546 poços. Na superfície, é Incessante o vaivêm de 94 navios e de quase 40 vôos.

A capacidade de escoar 1,2 milhão de barris por dia -82% da produção nacional- ou transportar 42 mil funcionários por mês pode não ter o glamour; o sentido épico da aventura tecnológica que é bater recordes de produção a profundidades onde a luz não chega. Mas é um feito ímpar, uma vantagem competitiva difícil de ser superada pelos concorrentes estrangeiros.
 
A Petrobras se prepara para produzir 2,2 milhão de barris em 2007, quando o Brasil alcançará a auto-suficiência, e as apostas para o futuro se concentram na Bacia de Campos, onde estão, neste momento as maiores perspectivas de descoberta de novas jazidas e as melhores oportunidades exploratórias. Mesmo que não se encontre mais nada, com as reservas atuais e mantendo os níveis de produção, ainda assim o futuro está garantido pelos pr6ximos 20 anos. Pouquíssimas empresas no mundo têm uma relação tão confortável entre produção e reservas.

Mas a Petrobras e a Bacia de Campos não crescem sózinhas. O frenesi no mar-aberto é acompanhado pelo desenvolvimento acelerado no continente. Apenas em 2001, foram recolhidos R$ 3,4 bilhões na forma de impostos e royalties. No Estado do Rio, 60 municípios foram beneficiados com participações especiais nos royalties. Investir na educação e na formação de mão-de-obra qualificada também é compromisso da empresa. Na Bacia de Campos, a empresa emprega diretamente 35 mil pessoas, número que triplica quando são considerados os postos de trabalho criados indiretamente.

Com a construção do LENEP - Laboratório de Exploração e Produção de Petróleo da Universidade Estadual do Norte Fluminense, a Petrobras trouxe para a região professores que estão formando a mão-de-obra do futuro. O objetivo maior, é criar um pólo de excelência composto não só pela Petrobras, mas também por todas empresas prestadoras de serviços e todos os municípios diretamente ligados a empresa. São condições extremamente favoráveis, com uma indústria crescente e uma boa infra-estrutura de ensino, que resultou numa escolaridade superior a média do País.

Fonte: Petrobras