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Petrobras e chinesa CNPC definem modelo de negócio para concluir Comperj

17 de outubro de 2018

Modelo prevê criação de uma nova empresa, que será responsável pela conclusão do projeto e pela operação da refinaria, com 80% de participação da Petrobras e da Petrobras e 20% da CNPC.

A Petrobras anunciou na terça-feira (16/10) que assinou com a China National Petroleum Corporation International (CNPCI), subsidiária da CNPC, um acordo de modelo de negócios para a parceria na retomada das obras na refinaria do Comperj e investimentos de revitalização nos campos de petróleo da área de Marlim.

"Uma vez quantificados os custos e benefícios do negócio, pretende-se formar uma joint venture, que será responsável pela conclusão do projeto e pela operação da refinaria, com 80% de participação da Petrobras e 20% da CNPC", informou a estatal em comunicado.

A parceria da estatal com a chinesa para investimentos já havia sido anunciada em julho.

Símbolo da derrocada pós-corrupção na Petrobras, a construção do Comperj começou a entrar em colapso em 2014, quando teve início a Operação Lava Jato. Naquele mesmo ano, o preço do petróleo no mercado internacional caiu do patamar de US$ 100 por barril para a faixa de US$ 40 por barril. Neste contexto, a Petrobras aumentou suas dívidas e foi obrigada a reduzir expressivamente os investimentos, paralisando totalmente as obras em Itaboraí no fim de 2015.

O Comperj é um dos maiores projetos do país, que ocupa uma área de 45 km². O projeto foi anunciado em 2006 e seria um avanço da Petrobras na área de refinaria. A estatal já realizou baixas em valores do Comperj de mais de R$ 6,5 bilhões, desde que se aprofundaram as investigações que apontaram superfaturamento de contratos.

Comperj: com obra parada e desemprego, Itaboraí fecha mais de 700 lojas e vê violência crescer
O acordo da Petrobras com a chinesa também define "a participação de 20% da CNPC no cluster de Marlim (concessões de Marlim, Voador, Marlim Sul e Marlim Leste), ficando a Petrobras com 80% de participação e se mantendo como operadora".

Segundo o comunicado, o petróleo da área de Marlim "tem características perfeitamente adequadas ao processamento na refinaria do Comperj, que foi projetada para óleos pesados e com alta conversão".


"Este é um passo importante no desenvolvimento da Parceria Estratégica entre as companhias e sua efetiva implementação dependerá da conclusão dos estudos de viabilidade, com a respectiva decisão de investimento pelas partes no Comperj, bem como do sucesso das negociações dos acordos finais", acrescentou a Petrobras.

Desde 2013, a Petrobras e a CNPC são parceiras na área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. Em 2017, o consórcio formado pela Petrobras (operadora, com 40% de participação), CNPC (com 20%) e BP (com 40%) também adquiriu o Bloco de Peroba.

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Fonte: G1

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