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Noruega cogita se unir à redução da produção de petróleo pela primeira vez desde 2002


Noruega cogita se unir à redução da produção de petróleo pela primeira vez desde 2002 Noruega cogita se unir à redução da produção de petróleo pela primeira vez desde 2002

A Noruega, maior produtor de petróleo da Europa Ocidental, disse que consideraria a ideia de aderir a um amplo acordo internacional para reduzir a produção.

O país nórdico, cuja produção de petróleo deve crescer nos próximos anos, não adere aos cortes internacionais coordenados para apoiar os preços da commodity desde 2002. A Organização de Países Podutores de Petróleo (Opep) e outros países produtores devem se reunir na próxima semana para discutir um possível acordo, com a Arábia Saudita e a Rússia indicando que outros produtores precisavam aceitar a proposta de redução para que qualquer acordo fosse alcançado.

"Temos um diálogo com as principais partes interessadas, incluindo outros países produtores", disse a ministra do Petróleo e Energia, Tina Bru, por e-mail. "Se um amplo grupo de produtores concordar em reduzir significativamente a produção, a Noruega considerará um corte unilateral se apoiar nosso gerenciamento de recursos e nossa economia".

Neste sábado, o Ministério de Energia do Azerbaijãoidisse ter sido informado que tinha sido adiada a reunião extraordinária para abordar um possível corte da produção petrolífera, convocada pela Opep e seus aliados, grupo conhecido como Opep+. O encontro estava agendado para esta segunda-feira, por videoconferência.

O país produziu 1,75 milhão de barris por dia de petróleo bruto em fevereiro, menos de 2% do suprimento global.

A Noruega foi várias vezes convidada a participar de negociações com a Opep e seus parceiros após a anterior quebra do mercado em 2014, mas se recusou. O governo norueguês indicou na quinta-feira que os cortes não estavam na agenda.

Sua disposição de se juntar a um esforço internacional agora ressalta o quão dolorosa é a atual crise, devido à baixa demanda em consequência da pandemia do COVID-19 e à guerra de preços entre russos e sauditas.

"Devido à pandemia de Covid-19, a situação atual no mercado de petróleo é desafiadora", disse Tina Bru. "O ministério está acompanhando de perto o desenvolvimento do mercado."

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Fonte: O Globo